A Justiça do Rio de Janeiro manteve a internação do adolescente acusado de planejar e fazer parte do estupro coletivo de uma jovem, de 17 anos, em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro.
Ele foi apresentado em audiência na Vara da Infância e da Juventude, na tarde dessa terça-feira (10/3), auxiliado do advogado e dos responsáveis. O juiz decidiu que o infrator vai para uma unidade socioeducativa.
Tratando-se de um menor de 18 anos, a identidade dele não foi divulgada.
O adolescente é investigado por ato infracional análogo ao crime de estupro e foi confiscado nesta sexta-feira da semana passada através da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ). Ele se entregou na 54ª Delegacia de Polícia de Belford Roxo, auxiliado de um advogado.
No mesmo dia, Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin, ambos de 18 anos, passaram por audiência de custódia e tiveram as prisões mantidas. Na quinta-feira (5/3), a Justiça decidiu que Mattheus Verissimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho, de 19, também precisam continuar detidos.
Os envolvidos poderão ser condenados a até 20 anos de prisão.
Planejamento O delegado Ângelo Lajes, responsável através da investigação, afirma que o adolescente é a “mente por trás” de através do menos dois casos de abuso. Ele é ex-namorado da vítima de Copacabana e teria planejado a “emboscada”.
A garota falou em depoimento à polícia que foi convidada através do adolescente, que era um colega de escola, para ir ao apartamento de um amigo dele, em Copacabana. Ele teria pedido que ela levasse uma amiga, mas, como não conseguiu, foi sozinha. Ao chegar ao edifício, o rapaz teria avisado que outros amigos estariam no local e insinuado que fariam “algo diferente”.
Ela recusou e, então, eles partiram para a agressão e a estupraram.
Outras vítimas também registraram denúncias. Uma delas falou que demorou 3 anos para denunciar o abuso porque teria sido gravada e o vídeo foi usado como chantagem. A polícia vai pedir a quebra do sigilo telemático para apurar o que ocorreu neste casos. “Vamos usar todos os recursos tecnológicos possíveis. Pensamos em uma queda telemática para ver se a gente consegue achar algo na nuvem. Inclusive, a mãe que esteve aqui relatou que a filha teria sido gravada e isso teria sido uma forma de intimidação para que ela não fizesse o boletim de ocorrência. Por isso, esse lapso temporal todo. Agora, em 2026, depois que ela viu essa reportagem é que ela teria tomado coragem para denunciar”, falou o delegado.
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Com informações Metropoles

